No começo do século passado Einstein já desconfiava da existência de outras forças.
03 de maio de 2017

As 11 grandes descobertas da astronomia em 2016

Essa é a décima primeira reportagem transcrita da revista Superinteressante de dezembro/2016. Devido à importância dessas 11 descobertas da astronomia em 2016, encerramos essa série de reportagens, que mostra a importância da pesquisa científica para a astronomia, cujos resultados foram benéficos e registrados no ano de 2016.
No começo do século passado Einstein já desconfiava da existência de outras forças.

http://super.abril.com.br/ciencia/as-11-grandes-descobertas-da-astronomia-de-2016/

Ondas Gravitacionais
Por Ana Carolina Leonardi

Ondas Gravitacionais
Em novembro de 1915 Einstein apresentava ao mundo sua Teoria Geral da Relatividade. Seus insights sobre o Universo mudaram a física para sempre, mas levou um século para que uma de suas ideias fosse finalmente observada no mundo real.

A descoberta homérica deste ano fez exatamente isso: tirou Einstein do papel. O LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) confirmou, pela primeira vez na história, a existência de ondas gravitacionais.

A existência hipotética desse fenômeno tão procurado se baseada na ideia de que todas as forças que conhecemos se manifestam através de algum tipo de onda. É só pensar no eletromagnetismo, que tem ondas de vários tipos – inclusive a luz.

Suspeitava-se que grandes concentrações de massa se movimentando em alta velocidade resultariam em ondas gravitacionais, deformando a própria estrutura do espaço-tempo. Um cataclisma digno dessas condições era a colisão entre dois buracos negros – e foi assim que finalmente conseguimos encontrar essas ondas tão furtivas.

O encontro desses dois buracos negros teria acontecido a um bilhão de anos-luz daqui, mas só teria chegado à Terra em setembro de 2015. Bem a tempo inclusive: o LIGO tinha acabado de lançar um equipamento com um poder de detecção nunca visto antes. Seus dois laboratórios nos EUA tinham feixes de laser completamente isolados e uma série de equipamentos, calibrados segundo a Teoria da Relatividade para detectar qualquer interferência.
Como ondas gravitacionais deformam o espaço, seu efeito muda o comprimento do raio laser, alternando o padrão de interferência detectado pelos aparelhos. Os dois laboratórios do LIGO observaram, ao mesmo tempo, interferências de padrões idênticos nos seus lasers – e, só para garantir, ficaram 5 meses analisando os dados até anunciarem, em fevereiro deste ano, que as ondas gravitacionais são muito mais que ficção.
E parece que pegamos o jeito, porque, em junho, veio o anúncio de uma segunda detecção desse fenômeno, indicando que finalmente estamos aprendendo a “falar a língua” desse fenômeno. que pode nos ajudar a desvendar o Big Bang e um dos maiores mistérios do Universo, a matéria escura. O potencial das onda gravitacionais é tão grande que não é possível falar das maiores descobertas científicas em 2016 sem mencioná-las: muita coisa deu errado esse ano, mas a festa de aniversário dos 101 da Teoria da Relatividade não poderia ser mais animada.

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